terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ano Novo de Novo.

Eu num sei, eu realmente não sei.Acho que todo final de ano é uma mescla de nostalgia com esperança.A gente precisa abandonar algumas palavras, alguns gestos, algumas roupas e até algumas pessoas para continuar em frente.Porque isso tudo já tem forma, já é nossa fôrma, que chegou ali através da nossa fórmula.E se nós estamos em constante mutação, nossa formula nunca será matemática.Somos subjetivos, e para subjetividade ninguém está preparado. O ser humano quase sempre não é preparado para o futuro, deposita expectativas, constrói planos, e nunca chega ao final da estrada. E a estrada está sempre congestionada de outros sentimentos, de várias pessoas, e principalmente, sempre surpreendida por máquinas, uma atrás da outra, em uma fila indiana quase infinita. A contagem dos anos é infinita, repleta de motivações e rotinas anuais, com datas comemorativas, e compromissos em função do consumo.Mesmo assim vale a pena traçar metas, criar objetivos e tentar sempre ser feliz naquele intervalo de tempo.Absorver as datas religiosas para estar com a família,remexer o esqueleto no carnaval, comer os ovos de páscoa,.... Mas que como um bom brasileiro ou qualquer mundano, aproveitar o “feriadão” será sua maior motivação, dentro de uma rotina que te desgasta te faz triste e feliz a cada momento, e brilha o mundo com cada sorriso.


Sendo assim um FELIZ 2010.

O DINAMITE agradece a sua visita em 2009 e te espera em 2010.

“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos”

Fernando Pessoa.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

medo danado de vibrar amor

E como é engraçada a relação do mar com a areia, a areia comum, esta que a gente pisa, senta, faz castelinho. O mar vem e volta, faz o que quer, tem sua base num grão, o seu toque em algo quase inerte. O vento arruma o que o mar molha.Uma metáfora de tudo que fomos, já que eu sou a sua areia sem reação e você o meu mar agitado, seu signo, sua personalidade, seu olhar, você.Quando você me toca, molha.E quando você me toca sem encostar, me toca com palavras, que molham meu rosto. Eu não consigo te escrever sem usar pronomes possessivos, eu não consigo falar da gente sem usar palavras evasivas e ao mesmo tempo sem ser direta. E várias pessoas existem na gente, entre a gente. Porque eu não gosto só de você e nem você só de mim. Você ama o seu passado e odeia o meu.O mar não tem só a areia e muito menos a areia só o mar, mas se completam. .E quantos segredos eles guardam ? Quantas vidas eles carregam?E quantas pessoas se sentem bem perto deles?
Aos poucos para não acabar antes do amor.De noite o mar cobre a areia e de dia a deixa livre.

domingo, 27 de dezembro de 2009

A vida vai ficando cada vez mais dificil diante do óbvio.

Queria escrever uma musica,
queria te reproduzir em lindas palavras.
Queria escrever um texto lindo e te fazer um poema,
 queria que você estivesse aqui,
 queria ver o seu sorriso sem graça,
queria passar o ano novo ao seu lado,
este mesmo ano que eu vou querer te perder.

Queria não ter te feito chorar
Queria não ter visto as lágrimas em meu nome
Queria enxugar seu rosto sem me sentir culpada
Queria não ter vergonha de dizer que eu te amo
Queria ainda te amar em 2010

Queria inventer verbo e sujeito
Queria escrever sem pensar em você
Queria sempre te encaixar nos pronomes
Queria te descrever sem rotular

Queria que 2010 não chegasse
e que meu amor não esvaziasse
*

O futuro é tão óbvio. Tenho vontade de vomitar.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Mas as pessoas na sala de jantar, são ocupadas em nascer e morrer.

Minha mensagem de natal é uma musica. Chama Panis Et Circenses dos Mutantes.


Eu quis cantar

Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer


Mandei fazer
De puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer


Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar


Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer



O DINAMITE te deseja um Feliz Natal.Exploda tudo. Coma bastante. Boa sorte com o tio bebado, com o presente de amigo secreto, e cuidado o papi noel pode estar (em)baixo da sua cama.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Diálogo do eu sozinha.

Nada de extraordinário.
Nem mais um tweet
Desliga essa televisão e apaga essa luz
Acende a luz, que deu medo.
Quem é essa pessoa?
Super deu fome.
Pega uma cerveja e abre a janela, que tá calor

Isso aqui parece uma caixa de fósforo, sem luz, sem espaço, sem vida e paredes frias que esquentam com o contato.O que causa mais aflição, algo instantaneo demais ou algo eterno e duradouro capaz de virar rotina?
Os dois não têm final? Ou será que tem?E onde está o começo?Será que começou? Tá gravando?
Sempre existiu!!! Acorda.
Os contrastes existem! Onde está o meu oposto?

Todos esses filmes são um grito mudo para o universo, que não escuta nada.
Nada.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Me ama só porque eu sou de Áries (livro)

(esse é um livro que eu tô tentando fazer virtualmente aqui está o link do primeiro post
primeira parte)

Janeiro, o mês do fim.

Todo final de ano ela me deixava viver o caos, viver a confusão que ela transformava a nossa vida, porque ela se tornava dramática, se vestia diferente, como se estivesse de luto do ano que passou. A verdade verdadeira é que ela não sabe abandonar as coisas velhas, sendo assim, se comporta  tão intensamente que me assusta.
É tão difícil abandonar as coisas, que ela as deixa de lado, deixando que as coisas a abandonem, assim ela perde a culpa, e se conforma, é assim todo ano e foi assim com a gente.Passar a virada do ano com ela era um pouco melancólico, mas o sexo era bom.Roupas brancas que ficavam mais bonitas quando estavam no chão em volta da cama.Eu não gosto de natal e ela também não faz muita questão, era um dia normal, trocávamos presentes passávamos com a minha família e depois íamos para casa da família dela.
Janeiro era um mês muito difícil, uma novidade que era difícil para ela aceitar.Meu amor demorava mais para mexer as peças, demorava mais para fazer a jogada e me cansava um pouco esperar por ação. Em janeiro , toda movimentação de dezembro sumia, e ela ficava, estupidamente passional.Me olhava mais só que me enxergava pouco, é como se eu falasse para alguém e ninguém escutasse.Nostálgica. Pensativa.Até um pouco chata, mas ainda era minha. Em dezembro ela me agarrava, me intensificava e em janeiro ela me dava férias dela, e isso doía, janeiro é o mês do ócio, em que as pessoas precisam de outras para não se afogar no tédio.Em janeiro, eu me sentia tão na vantagem, com tanto poder, que perdia um pouco o rumo das minhas peças e sempre pensava em terminar.E foi exatamente em janeiro que eu coloquei o ponto final.Janeiro.

*
Hoje tudo que eu queria era tirar o mês de janeiro do calendário.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

E eu me sinto muito acolhida aqui.

Esses ultimos dois dias, eu recolhi uma carga muito grande de inspiração, que juro, estou guardando para descarregar de uma vez, eu assisti um filme ontem  outro hoje, que trouxeram uma vontade gostosa para mim.Uma vontade de me jogar no mundo, uma vontade de arte, de coisa bonita, de vida.
Delicioso esse sentimento mesclado.
em breve eu escrevo melhor.

eu só queria dizer uma coisa, porque esse meu ultimo post foi só uma brincadeira, e independentemente, do que as pessoas me dizem, a maioria delas são pessoas que eu amo.
Eu aprendi a lidar com esse personagem que eu sou. Eu não minto, mas limito o que as pessoas podem saber sobre mim. Eu tenho a minha discrição, a minha vida particular que não cabe a ninguém.
Uso calça preta apertadinha com tenis de cano alto, ouço Mallu Magalhães e leio Fernanda Young,...
e quando as pessoas não gostam do que eu gosto só faz eu gostar mais e mais.
Quero fazer um post de natal e um de fim de ano.


Nem sei mais o que eu estou tentando explicar.