terça-feira, 27 de dezembro de 2016

2016

 - toma! come da minha comida
e
me conta alguma coisa
que eu ainda não sei

Parece que tudo foi feito para me enganar. E eu deixo.
é o que eu penso nessa última terça do ano (as terças podem se inverter - Não) eu vou variando e aprendendo. Idade não diz muita coisa. Me faço jovem e velha a cada ano que passa.
Paquero garotas na orla da praia.
Depois de minutos quero ficar em casa com a minha TV, meu café e minha menina.
A gente envelhece tomando posse das coisas se apega aos objetos de valor emocional ou as músicas no ipod. Que música a gente te lembra?
Coleciono amores de uma noite só e muita saudade.

Meu corpo se desenvolve em segredo, hoje crescida, enxergo a descida do alto.



sábado, 17 de dezembro de 2016

cê tá pronta?



Você acha que sabe alguma coisa, mas não-sabe-de-nada.
Você não sabe nadar
do primeiro andar e no andar até o mar
se o mar quiser ele te leva, depois devolve
toda mexida
se o amor quiser ele te desenvolve
depois te entrega para a beira
te faz nascer de novo
aí você bebe uma água
constrói castelos de areia
guarda uma concha quebrada
e volta para o mar
toda pronta

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

perfeitos dos pés ao coração


Tipo quando a gente vicia numa música, fica na cabeça e você meio que só quer ouvir aquilo.
Não, é mais que uma música, é um artista que a gente descobre se apaixona por uma música e vai descobrindo outras músicas e álbuns, se apaixonando por letras melodias, palavras que só saem daquela boca. E quando a gente acha que conhece tudo que dava, o artista lança algo novo que te faz derreter mais e mais e entrar naquilo e a gente acompanha e cria memórias com as musicas, abre espaço na vida e deixa aquilo entrar.

É assim que eu me sinto com você.

(Só que melhor, porque além de tudo a gente gosta das mesmas músicas dos mesmos álbuns e eu fico pensando que deve ser uma sensibilidade parecida que nos aproxima)


Todos eles. 

Cartaz para o meu quarto


Trago pessoas não amadas e as amo a noite inteira

Cartaz para o quarto

Tem você em (casa) cada canto de dentro pra fora

E de fora pra dentro

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Coisa pouca

Poucas lembranças são tão boas como as vezes que eu acordava e te via acordada, cronometrando o tempo de sair.
A blusa preta, a boca carnuda, o cheirinho de manhã com perfume e o casaco na cadeira do computador.
Era cedo, mas eu não podia te pedir para ficar, então a gente reservava cinco minutos, eu do meu sono contínuo e você da sua rotina quase cruel. Cinco minutos de combustível para o resto da semana. Era quase suficiente, mas o que preenche mesmo é ver quem a gente ama sair, mas não ir embora.
A permanência é o "ganha pão" dos amantes, do ficar ao ir.
Poucas coisas são melhores que continuar dormindo enquanto alguém tem que acordar, né?

sábado, 5 de novembro de 2016

Novembro

queria acender um cigarro, ver a chama queimar, tragar até acabar.
espero que você esteja bem. faz frio e espero que alguém esteja te esquentando como deveria. Não só a pele mas o coração, te contando todos os dias o quão maravilhosa você é, seus cabelos claros nos dias de mais sol. Como era radiante em dias de sol.
Eu te contei que estou escrevendo mais? Mas não publico, é que quero publicar tudo junto, talvez um livro, talvez mais um arquivo de word esquecido em alguma pasta do meu computador.
Por que a gente fala "faz frio e tá frio?" Frio é estar ou fazer? Dentro do meu coração tem tanta gente que fez e virou um ser. Ou não tanta gente assim, eu nem deixei chegar. Tem uma barreira de feridas e insegurança.
Vê se aparece por lá, você me florece, mas até de você eu ando esquecendo. Aparece a gente fuma um e ri do pessimismo do mundo.
quem sabe você me dá um cigarro do seu maço, é que eu quero parar, mas só de comprar. Não, não é pra economizar. Talvez pra economizar vida.
economizar o tempo enquanto eu espero você aparecer.