domingo, 11 de julho de 2010

Sentido.

É, gente, está na hora de descer do trem. Todo mundo sabe que eu já passei da estação certa.Dormi no ponto. Esqueci de evoluir.Andar para frente.

Eu num sei muito bem se estacionei.

Ficou tudo casual demais.
Sem compromisso, sem sentimento.
Assim fica tudo sem ressentimento.

Errado. Meu primeiro erro.O pior e o melhor.
O que acontece é que eu não sei mais onde cheguei.Estacionei.
Libido, embriaguez e violão para tudo.
Cansa, sabe.

Ninguém pode gostar da mesma coisa para sempre,
ninguém pode ser feliz do mesmo jeito para sempre.

O que a gente precisa é pintar uma tela nova, não ficar passando por cima, rasurando o acerto em cima do erro. O acerto tem que vim em cima do branco, em cima do vazio.

Não dá para lamentar por muito tempo. Tem que levantar a cabeça e escrever mais uma vez.
Eu aprendi que eu num preciso escrever bem para estar aqui.Eu não escrevo bem, eu insisto.
Eu me divirto.
Rimo.

Dessa vez eu vou pintar tudo colorido.
Travestido.

Vou descer do trem e caminhar até estação que eu perdi.Caminhar para o futuro, vivendo o presente. Excedente.Viver com gente da gente.Gente igual e diferente, que me entende.Que me respeita.Quero deixar a fresta da janela aberta para saber a hora que o sol acorda e acordar com ele.Acordar para ver o sol e acreditar em mim.

É que vocês não sabem como foi (difícil/fácil) chegar até esse começo do fim.

Fim.

2 dizeres:

Marcel Hartmann disse...

"ninguém pode ser feliz do mesmo jeito para sempre."

e ninguém pode ser triste para sempre. nem o sempre é para sempre.

Rodolfo Licks disse...

O tempo é salgado
o tempo inteiro.
Seja um copo tridestilado
ou cobertura de brigadeiro.