quinta-feira, 7 de julho de 2011

Carimbo.

Pedro ficou encantado com aquilo em sua folha, decidiu colocar em sua pele, sobre seus pêlos.
Era algo novo no velho, como sua irmã mais nova que ouve Beatles no Ipod.
Treze anos e ouve Beatles entre duas ou três músicas do Restart.
Uma tatuagem naquele  corpo de sabonete, leite derramado e cheiro de suor com perfume importado. Um  medo de arrependimento assombrava sua ideia de carimbar algo tão belo no braço esquerdo. Esquerdo porque sempre achou que seu lado esquerdo era mais perseguido. Era estrábico desse olho. E tinha problemas no joelho.
Sua mãe era contra a ideia. Mais um ponto a favor. Já que, para ele, contrariar a mãe era gostoso. Gostoso não, prazeroso.
Aquilo estava doendo, e seu lado esquerdo estava,finalmente, sendo o mais bonito. Pedro pensou "nem tudo que dói é ruim, Pedro".
Fechou os olhos e lembrou dela dizendo:

***
- Dói, porque as vezes as coisas que fazem a gente mudar dói, mas essa dor é pouca perto do prazer que ela pode nos trazer. Isso que a gente está fazendo um com o outro vai doer e muito, mas eu preciso ir, porque você ainda vai aproveitar o prazer da minha ida.  Nem tudo que dói é ruim, Pedro.

2 dizeres:

Priscilla Way disse...

Verdade..nem tudo..talvez,a maioria,mas nem tudo.


Rodolfo Licks disse...

Às vezes eu passo aqui e sinto um abraço. Outras vezes é tipo um direto no nariz. Decida-se. HAHA