Uma hora a menos ou a mais, psicologicamente, confunde a minha mente.
domingo, 17 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
A mim isso não incomoda.
"Acho que não morremos mesmo no sonho, afinal de contas. "
É porque a gente não pode ter uma experiência que ninguém nunca deu referência.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Fundo.
Sabe o que eu realmente queria? Que meu carro tivesse um tanque cheio de gasolina e que eles me largassem em uma estrada sem fim, para eu acelerar com toda força.Mas não funciona assim, essa estrada sempre tem um limite. E a gente pisa em um pedal para acelerar e para frear tem que pisar em dois.
Eu fico olhando todas essas luzes vermelhas e brancas no trânsito e penso que todas essas pessoas não são felizes.Por que ninguém avisa que quando a gente cresce o mundo traz o monte de angústia pro nosso coração?
Mais que isso, o monte de dúvida pra cabeça.
Desde criança sempre faltou alguma coisa para mim. Eu nunca quis planejar minha vida e hoje ela se tornou igual a todas as outras pessoas que planejaram.Trabalho, Faculdade e lazer aos finais de semana.Comendo exageradamente com a família aos domingos.Hoje eu faço parte do sistema. Desse local social, em que cada um tem a sua função.
Sexta eu estava andando pela Av. Paulista e tinha um tom diferente no meu andar, uma responsabilidade que deixou minha coluna até um pouco curvada. Um peso enorme de quem tem que acordar no dia seguinte e cumprir horários dos outros. O dia estava cinza e meu telefone tocou algumas vezes, mas eu não atendi.Não queria ouvir a voz de ninguém que eu conhecia, queria viver o peso do momento.
Eu quero tudo e não quero nada.
Na sexta eu te queria, no domingo, não mais.
A vida é dura e nem um pouco justa.
Eu queria uma estrada só minha, um ponto de partida que fosse o mesmo de chegada, para andar em circos e viciar num ciclo.
Mas esse buraco não tem fim, ele é ruim porque é a angústia de cair e não ter onde chegar.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Uma coisa que só eu conheço.
- Tem um lugar de São Paulo que só eu conheço.
- Me leva lá, então
- Não, é só meu.
- A gente agora divide tudo. Me leva, vai.
- Não posso.
- Não pode ou não quer?
- Fecha os olhos
- Não,num foge
- Fecha, tô pedindo.
- Tem algo em você que só eu sei que existe.
- O que é?
- Que você tem uma pintinha na pálpebra.
- Você é sempre assim?
- Assim como?
- Procura nas coisas algo só seu.
- Pode abrir.
- Onde a gente tá?
- No meu armário, é esse o lugar de São Paulo, que só eu conheço.
- Tem um sorriso meu que só você conhece?
- Mentira.Como você sabe?
- Porque ele só sai para você, eu vi naquela foto tentei fazer pro espelho, mas não dá.
- Acho que eu sei qual que é.
- É bonito?
-Seus olhos se curvam um pouco pra baixo, e sua boca sobe para os lados, deixando a maçã do gosto num perfeito quadro. Seu nariz dá uma leve "enrugadinha" e seus lábios tremem devagar quase parando. É perfeito, mas não é só meu.
- É sim.
- Não, eu vi numa foto você com outra pessoa que já amou e o sorriso é o mesmo.Eu sei que um dia ele vai parar de ser meu.
- Acho que a gente já pode sair do seu armário.
