domingo, 8 de agosto de 2010

Ele é o Caos.

Será que eu tinha que estar póstuma e descobrir tudo que ainda vai te interessar?
Porque assim eu me transformaria no seu gosto.Ficaria na medida de tudo que é bom para você.
É que eu já te fiz tanto mal, que não quero mais estragar isso que você chama de vida.
Me moldar.
Modelar.

Você anda educado demais, sozinho. E depois essa barba, esse aspecto de largado, esse jeito complicado de ser triste.
Você mudou, mudou comigo, mudou com todo mundo, mudou com o mundo.
Eu lembro que os seus olhos costumavam  brilhar mais, e que você ousava mais nas cores de camiseta.
Agora é tudo neutro demais, preto ou branco demais.
Eu não conheço mais quem eu conheci, só que continuo te amando.
Talvez eu tenha gostado de um jeito diferente de você no passado, mas hoje, ah hoje eu só quero te guardar em todas as palavras que se referem a você, meu lindo. E todas as palavras que a gente escreveu junto.
Tudo  em você me agrada.
Eu nunca entendi quando você dizia que iria morrer cedo, hoje eu sei que você vai realmente morrer cedo, não para todo mundo, mas para mim. A gente não vai ser amigo para sempre.Não.Nossa amizade vai morrer e eu vou sempre sentir dor no coração quando me lembrar do cara mais versátil e criativo que eu já conheci.

1 dizeres:

mvizquierdo disse...

Nada é passado quando se refere a você.
Você é o estendido presente que não se mede.