domingo, 12 de agosto de 2018

smartphone

de esperto não tem nada, é na tela que começa e na tela que termina.

Melancia

seu corpo e uns pedaços de melancia, muita conversa entre nossos pedaços de carne com pele, vergonha não existia porque a gente transformou intimidade em amor, eu lembro do movimento das suas costas e da sua xota cor de rosa melancia. fizemos umas fotos que estão na sessão proibida do meu celular, no mesmo lugar onde eu guardo as memórias boas, quanta coisa bonita nosso corpo viveu observado, né, meu bem?
das ruins eu quase não lembro principalmente no nosso nu (de corpo e alma)


triangulei pedaços de melancia nos pedaços do seu corpo, beijei sua boca e aproveitei o suco doce.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A maçã do rosto. 
O gosto. 
Até vermelhar as bochechas 
E descansar 

O gozo 

terça-feira, 24 de julho de 2018

Evaporar

Tempo a gente tem
Quanto a gente dá
Corre o que correr
Custa o que custar
Tempo a gente dá
Quanto a gente tem
Custa o que correr
Corre o que custar
O tempo que eu perdi
Só agora eu sei
Aprender a dar
Foi o que ganhei
E ando ainda atrás
Desse tempo ter
Pude não correr
Dele me encontrar
Ahh não se mexeu
Beija-flor no ar
O rio fica lá
A água é que correu
Chega na maré
Ele vira mar
Como se morrer
Fosse desaguar
Derramar no céu
Se purificar
Ahh, deixa pra trás
Sais e minerais, evaporar

Eu ainda vou fazer um clipe dessa música. 

terça-feira, 17 de julho de 2018

precisa chover em são paulo

precisa porque onde não molha resseca, machuca, fica difícil respirar.
e de difícil já tem tanta coisa aqui dentro.
e aí me disseram para respirar que tá tudo bem, mas eu respiro esse ar e ele não vem.

Na cadência das ondas

Na queda a gente sempre tenta cair melhor, arrumar algum jeito de cair sem machucar, mas tem coisa que não se arruma.
as cadências pausadas das ondas, que depois de quase nulas dão um jeito de se reerguer, é isso que eu tento todos os dias.
Um processo infinito de construção da gente.
e tem tanta gente que dividi o mesmo mar.
tem esse sol batendo nas minhas mãos enquanto digito minha dor.
tem esse nariz pingando, porque hoje eu chorei de novo e o tempo tá seco.
aprendo e reaprendo com o mar.

sábado, 7 de julho de 2018

Olha só, olha só, é melhor me abraçar do que dar tiros.