domingo, 22 de julho de 2012

o mar é minúsculo.

E todo esse mar parece pequeno.
Tantos erros, muita culpa.
Pouco medo.

Fujo como criança para perto da minha Mãe, mas tudo dói e machuca.
Não existe proteção para isso.
Os dentes se escondem e as lágrimas já não se inibem.
Toda sensibilidade escondida resolve aparecer.

O mar é pequeno.
A dor é maior.
Se eu soubesse que o amor machuca, ficaria ali na minha vila do desamor, do desapego.
Do pequeno.

Eu quis mais que o mar e acabei me perdendo do mundo.
Estou tão cheia, mas sinto um vazio imenso.
E depois tem essa areia que gruda no pé, esse passado sempre preso em partes que a gente nem imagina que tem. Em um coração que a gente nem sabia que era tão grande e fraco. Pequeno.

Pouco a pouco
é muito pouco.

Mas pouco é melhor que sem.
Então deixa doer.

Vocês já perceberam que o amor é maior que o mar?

3 dizeres:

Anônimo disse...

Lindo...ah, e "navegar é preciso, viver não é preciso". Amor dói mas não mata, acho que deve doer mais viver sem amar, quando a vida nos deu a chance de viver essa experiência.
Dói mas não mata, nos deixa mais fortes.
Bj
Mãe

Rodolfo Licks disse...

Ana, você é uma força da natureza.

José Sousa disse...

Olá amigo(a) vim dar uma visita em seu trabalho e pedir para deixar um comentário no meu ultimo post em: http://www.queriaserselvagem.blogspot.com

Um abraço e até breve.