domingo, 20 de março de 2011

Carol.

Eu sempre soube que as amizades não duram para sempre, mas sofro com esse ir e vir. Esse vai e vem de quem eu amo, amei, amava.Esses amigos que vivem intensamente um intervalo de tempo considerável para mudar um pouco da sua vida, te deixar algumas falas, trejeitos, jeitos e saudade, muita saudade de tudo que você é quando está com eles.Que foi e até o que quer ser. Sei lá, a gente fica horas junto e às vezes não precisa dizer nada para serem os melhores momentos da sua vida.
Tem uma amiga, mas amiga de verdade, que me conhece desde quando nem eu sabia quem eu era , está indo embora. E a gente não sabe quando ela vai voltar. E esse post é para você, Carol.
A Carol é meu coral, várias vozes em mim, sempre fazendo o melhor por e para mim. Minha consciência, a maturidade que me ajuda a crescer. Uma das melhores pessoas que eu conheço, de verdade. Linda em todos os lados, sentidos e momentos.Ilumina o mundo com o sorriso e com a voz. A Carol não só canta, ela me encanta. Quase 20 anos de abrigo em apenas cinco passos (vizinha de porta). Agora esse abrigo vai ser virtual, por pensamento, coruja, sei lá, mas eu quero ela para sempre em  mim. Eu não vou deixá-la se livrar assim de mim tão fácil. E se meus olhos estão cheio de lágrimas no momento é porque você está lá dentro do meu coração, tão em mim que até dói um pouco saber que você se vai.

Carol,
Eu sabia que um dia você iria voar. Você nunca gostou muito desse negócio que fazem com a gente, de cortar nossas asas e deixar que a gente voe baixo. Apenas baixo. É pouco para você que sempre quis voar alto, dar passos longos, vivendo sempre com a maior intensidade possível.
A minha Carol gosta de ser livre, mas sem esquecer-se de amar profundamente tudo que vive, com quem vive e o que vive. Aquele momento, grupo de amigos. Aquele poker, show ou churrasco. Eu consigo enxergar nesse seu sorriso lindo que o mundo é seu amor e ao mesmo tempo é seu maior desencanto e decepção. O mundo todo é seu, é nosso. E isso tudo está na intensidade que você ama seus amigos, na intensidade que você me ama.
Como eu disse, eu sabia que isso iria acontecer, de você voar mais alto.Só estava esperando o momento de te dizer “tchau” e deixar que meus olhos mostrem o quanto eu fico feliz por você e ao mesmo tempo como isso dói.
Você não está na minha vida por acaso, poderíamos nascer irmã de sangue ou qualquer outro vínculo familiar, mas aí a nossa conexão não seria tão espontânea a ponto de deixar a minha vida ser tão semelhante a sua. Eu nasci assim pertinho de você, não para me afundar nas suas pegadas já marcadas, mas para saber que quem eu admiro já passou pelo mesmo caminho e pode segurar a minha mão se tudo doer demais. Me estender a mão, o colo, o abraço, me deixar chorar e me fazer sorrir.
Quero que feche os olhos e se recorde de tudo que eu falei agora: não se esqueça de mim. Faz aquele filminho de tudo que a gente já viveu. Não se esqueça de nada que vivemos juntas. Me guarde dentro disso. Dentro de todas nossas lembranças (quando a gente comia trakinas e atacava almofadas) quando a gente ria de molhar os olhos por qualquer coisa, só porque uma acha graça da outra.Imitando a Marília Gabriela e falando Zúlio. Não se esqueça do que eu estou sempre aqui para você e sempre ai com você.
Lembre-se de mim, no meio desse nosso caótico tempo de mudança, e fique calma. E por favor, agora mais do que nunca, não solta da minha mão.
Beijo da Lu, Luli, Bo,...

2 dizeres:

Marcel Hartmann disse...

http://huliasays.blogspot.com/2011/02/trevisan-te-roubou-de-mim.html

Marcelo V. Izquierdo disse...

Amigos vão e vem. deixam dizeres, trejeitos, saudades. Deixe que sejam tudo que precisarem ser.