segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Minha Época.

Eu não vivo uma geração doidona.
Muito menos careta, é que as novas drogas surgem junto com as novas mídias sociais. Uma dose de Orkut por dia, e 140 caracteres para um “bom dia”.
O novo flerte são caretinhas
J, as pessoas dão risada pronunciando letras como se fosse  uma linguagem, mas o riso, essa demonstração de emoção verdadeira, não tem fonema correto.
Quantas letras são necessárias para conquistar alguém?
Minha geração é Fast Food, assim sobra mais tempo para a net. Tudo rápido. Curto. Sucinto.
Quantos canais eu preciso zapear enquanto espero o intervalo do programa que estou assistindo?
Não dá pra perder tempo com propaganda, mas sim com compras. Consumir tudo, rápido, consumir tudo que eles querem que a gente consuma.
Geração do silicone, que não dorme sem telefone.
E os aparelhos digitais agora mais do que nunca são controlados pelos dedos. Touch. Para a gente controlar tudo.
É a geração do autocontrole.
Meu povo é mimado, quer tudo na mão, tem preguiça de andar na rua e acha que a melhor coisa do mundo é dormir. Porque todo mundo quer sonhar, assim não é preciso suar, para conseguir o que se quer.
Minha geração é virgem e faz sexo sem camisinha. Banalizou o amor e a música.
Bebe mais cerveja que água.Não fuma maconha, mas tatua o Bob Marley.
Tem a letra feia e não desenha, mas sabe criar um layout e digitar de olhos fechados.
Falta dia para os horários. E ninguém gosta mais de olhar para o céu e ver que as nuvens e estrelas formam desenhos.
É melhor navegar em "Tumblr" e ver mulher pelada.
E  a gente lê blogs não colunas impressas. Essa nossa época urbaniza meus pensamentos.

E , mesmo assim, eu amo viver minha época.

2 dizeres:

Marcel Hartmann disse...

não sei se amo minha época, pq não vivi em outra. tem coisas ruins, mas as outras também tinham. algumas coisas melhoraram, outras pioraram. outras ficam na mesma.

Rodolfo Licks disse...

Estou vivo!
Estou vivo.
Estou vivo...

- Será que eu vivo?