Eu quis.
Mas só tinha pipoca.
eu escolhia de um jeito doce, pipoca doce.
Ela salgada, sem sal.
E no fim ela sempre saía satisfeita.
e eu toda suja, lambuzada, com pipoca na camiseta.
e com sede.
sede de um pouco mais daquela nossa rede.
domingo, 13 de outubro de 2013
Eu quero um amor desses de cinema...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Daqui pra frente.
Nós não vamos mais nos beijar. Eu não vou mais tirar fotos suas e nem te irritar olhando fixamente para você enquanto estiver concentrada em outra coisa. Eu também não vou mais sair do banho dançando enquanto você me observa rindo até você ficar brava e me mandar fechar a janela.
Você não vai mais me deixar deitar no seu colo pelo interesse de tirar os meus cravos enquanto eu reclamo daquela dorzinha que é tão pequena perto da que eu tenho hoje.
Nós não vamos mais passar tardes assistindo séries, filmes ou jogo do Palmeiras e você não vai mais reclamar porque as vezes eu durmo no meio da exibição. Eu não vou mais acordar sem querer de madrugada e te dar um selo antes de dormir de novo. E nem você me dar um antes de trabalhar enquanto eu estou mole de sono.
Você nem vai mais precisar pedir para eu colocar o chinelo.
Não vamos mais trocar mensagens de "bom dia"e nem "boa noite"seguidos por adjetivos cheios de amor.
Não vamos mais discutir para ver quem vai apagar a luz e eu não vou mais te pedir para pegar água.
Não vamos mais engordar juntas e nem fazer planos para emagrecer.
Até porque nossos planos não vão se concretizar.
Tudo isso poderia acontecer de novo, mas não vai, porque acabou.
Acabou, o verbo da dor que não cabe "re"como prefixo.
Dói proporcionalmente ao bem que fez.
***
E, fatalmente, depois de um tempo vamos nos encontrar em um fim de tarde no metrô lotado. E eu vou perguntar dos seus cachorros, você vai falar da minha maturidade. Vamos comentar sobre trabalho, mas eu vou precisar descer no Tucuruvi e você no Jabaquara. E a gente vai perceber (de novo) que a nossa distância não está só em lados opostos do metrô.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Não ultrapasse a linha amarela.
A superioridade com que ela sempre me conduziu. Aquelas bolas pretas, como jabuticabas, que são os olhos dela. Uma das coisas que sempre me enfeitiçou.
Lembro até que ela me ensinou a comer Jabuticaba na nossa última tarde junto.
Lembro como quase todo argumento meu era quebrado pela autoridade da voz dela. Como aquele video que ela diz "Luisa". Meu nome, mas que poucas vezes a gente se chamava pelo nome. De repente nossos nomes se tornaram apelidos, se tornaram como o amor. Que se constrói quando se convive, quando se vive.
E então ou talvez por tudo isso quando ela me mandava não ultrapassar a linha amarela, eu não ultrapassava. Até um dia que eu ultrapassei em um surto de desobediência, tentando uma brincadeira sem graça e que acabou para sempre com a nossa graça. E todo o nosso legado nunca foi o mesmo. E nunca mais será.
E todas essas lembranças que você me deu, até o simples ato de olhar na janela me maltrata, porque eu lembro quando você vinha e eu te via descer as escadas, arrumando os cabelos e linda. E de como você beijava minha nuca antes da gente dormir e me fazia cócegas. E a gente ria dos dogs e da vida.
Lembro do cheiro da sua roupa e de como eu gostava do cheiro de quando a gente acordava. O cheiro do nosso suor de sono que se misturavam. Lembro de acordar com dores no pescoço porque a gente preferia dormir entrelaçadas do que dormir bem.
Eu gostaria que a gente pudesse ter feito alguma coisa, que a gente tivesse provado nosso heroísmo contra o fim do amor. Queria que a gente percebesse que não importa o que seja não seria o fim.
Apesar de que no final alguma coisa acabe matando, que a gente poderia sobreviver a tudo exceto a última coisa que nos mata.
Mata a alma sem arma.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O teorema de katherine - John Green.
"Conseguiram não fazer barulho, em parte porque parecia que todo o ar havia sido tirado dele. Paradoxalmente, Colin sentia como se o término do namoro fosse a única coisa acontecendo em todo o planeta escuro e silencioso, e, ao mesmo tempo, parecia que aquilo não estava acontecendo de fato. Ele sentiu sua atenção desviar da conversa unilateral e sussurrada e começou a se perguntar se talvez todas as coisas grandes, dolorosas e incompreensíveis seriam paradoxais.
E parecia que pedras e paus estavam atingindo de dentro para fora, era uma dor palpitante e depois aguda logo abaixo da caixa torácica, e foi aí que ele sentiu, pela primeira vez, que partes das suas vísceras lhe havia sido arrancada.
Katherine tentou ir embora da forma mais rápida e indolor possível, mas assim que declarou que precisava sair de qualquer jeito, pois tinha hora para chegar em casa, Colin começou a chorar. Ela segurou a cabeça dele encostada nela. E mesmo se sentindo patético e ridículo, Colin não queria que aquilo acabasse, porque sabia que a ausência dela doeria mais do que qualquer outro fim.
Mas Katherine foi embora mesmo assim e ele ficou sozinho no quarto, tentando encontrar um anagramas para mepedaçoperdido na vã tentativa de pegar no sono."
terça-feira, 10 de setembro de 2013
500 dias com ela, no meu caso já foram quase 1000 dias. E tem mais.
“Odeio estar loucamente apaixonado por ela, odeio quando ela dá aquele sorriso maravilhoso e acaba comigo ou quando ela dá aquela jogada de cabelo provocante e me deixa doido. Odeio como os joelhos dela são perfeitos, odeio como ela lambe os lábios antes de falar, odeio o som da risada dela, odeio a aparência dela enquanto ela dorme e odeio ouvir essa musica, porque toda vez me faz lembrar do pouco tempo que estive ao seu lado. Odeio como ela me faz sentir agora: como se ainda existisse ”nós”, como se meu mundo estivesse preso ao dela e de alguma forma qualquer coisa que ela faça não me faz deixar de gostar dela. Odeio quando ela cochicha em meus ouvidos e me faz arrepiar, odeio o jeito dela, odeio quando ela pisca pra mim como se estivesse me chamando quando na verdade não está. Odeio sonhar com ela e toda vez que acordar desejar do fundo do coração que ela esteja comigo todos os dias; odeio quando ela me abraça e meu coração começa a bater cada vez mais rápido e mais forte; odeio quando ela me beija e faz meu corpo todo estremecer; odeio a forma que a boca dela fica depois de uma risada. Odeio olhar nos olhos dela e não saber o que eles querem me dizer e odeio ver todos os filmes simplesmente por saber que sempre, todo sempre irei lembrar dela. Dizem que para esquecer alguém que você goste muito, você precisa transformá-lo em literatura. Sendo assim, escreverei livros a minha vida toda e mesmo assim não conseguirei me livrar de você.”
domingo, 8 de setembro de 2013
"Mas se nada do amor restou,não se culpe pelo bem que fez. Apenas não finja mais. Fim jamais. Bem que eu te avisei sobre voltar eu sabia não seria simples. A distancia não importa, o mal entendido nem sempre ganhará do amor. Eu aprendi assim e se for melhor tudo ficará bem.
Tire os olhos tristes
Lá o sol pode castigar
Mas daí gotas serão bem-vindas "
domingo, 18 de agosto de 2013
Carta ao Dinamite.
Meu amigo, sinto sua falta, mas a minha vida está muito mudada, as coisas se bagunçaram e se arrumaram, mas não há certezas.
A única certeza é que agora você sorrirá no canto da boca pensando que "isso não é desculpa". E você está certo, eu odeio admitir, mas está.
Não há desculpa pelo meu sumiço. Me falta inspiração, eu sempre te falei da minha falta de inspiração no meio da confusão. Só consigo me dedicar quando curto a marola da onda que já passou e se prepara para devastar outros pontos em tempos nada distantes.
Talvez seja por isso minha deficiência em terminar coisas que começo.
Está tudo bem, mas tudo apreensivo, ela voltou, mas não por inteiro. Tenho um emprego, mas é temporário. Tenho ideias, mas raramente consigo escrevê-las. As vezes nem consigo vê-las.
Estabilidade é questão de tempo e talvez não seja isso que me aflige.
Ando na fase em que o amor dela é quase tudo que me move, um medo de perder que me faz perder.
Estou rindo porque consigo te ver rindo de tudo isso, tentando me mostrar (e sabendo que só eu vou perceber) que isso é falta de amor próprio.
Falta de felicidade é depositar a felicidade no outro. Tristeza, né?
"O problema com os mortos é que você acaba sendo considerado um crápula se não romantizá-los, mas a verdade é...complicada, acho(...) Gostava de achar que a Caroline tinha me escolhido como uma única pessoa no mundo que não ia odiar, e assim nós passávamos o tempo todo tirando sarro com cara dos outros, sabe? (...) Então lá estava aquela menina sem um quinto do cérebro e que acabara de ter uma recorrência do Tumor dos Imbecis, e ela era o protótipo do heroísmo estoico de criança com câncer. Ela era... quer dizer, para dizer a verdade, ela era uma megera. Mas não dá pra dizer isso, porque ela carregava aquele tumor e também porque ela está morta. Ela tinha motivos para ser desagradável, sabe?" ( A Culpa é das Estrelas, Página 159)
Nada faz sentido, então tudo é sentido.
Sinto tanto por tudo, sinto por não conseguir escrever regularmente e por depositar toda a minha calma em algo que não se acalma.
Por vezes, amigo, penso na morte como um caminho para acalmar, mas não tenho coragem, então penso em doenças, em "meios caminhos andados" os quais posso me isentar de qualquer culpa.
Não gosto de escrever cartas tristes, mas as cartas são feitas para grandes acontecimentos.
E o que acontece é confusão pesando para tristeza, então te deixo com a minha falta de felicidade. Sou ingrata, eu sei.
Abraço para quem sempre me abraça.
Me responda, Dinamite! Mal posso esperar por sua longa carta me dando broncas.
Dinamite, você é meu dinamito.