terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Life is not a waiting room.

Cabelos bagunçados.
bagunçar cabelos
que belo trabalho tem o vento.

abrigo

abrigar corpos, lembranças, sonhos e segredos
que árduo trabalho tem a cama.
E quando o vento bate na cama só o cobertor pode te proteger.

 É isso, descobri minha cobertura, calejei. E agora me sinto feliz. Perdi aquela tristeza e a dor no esôfago. Meu sorriso se abriu, ou melhor, ele quase não se fecha mais.
 Meu amor sempre me pediu para ser mais otimista e viver e eu estou vivendo, porque antes eu estava esperando e existe uma diferença enorme entre os dois. O vento abrigou meus cabelos e forçou meu sorriso até que ele se tornasse real. Eu estou vivendo a realidade. Chega de suposição.
Sem comparação
acalmo o coração.

Mãe, pode acalmar seu coração que eu estou bem agora. A ventania passou e sou eu quem sopra o vento agora.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

covarde.

Eu nunca fui corajosa, nunca mesmo. Teimosa sim, bastante. Corajosa não, tenho medo. Não durmo em casa sozinha, não mato barata, cago de medo de andar no centro de São Paulo e pouco me arrisco diante do perigo. Além disso não vou em montanha-russa e não gosto de parque de diversão.
Hoje me vejo corajosa, nadando contra corrente não só para exercitar todos os músculos que sinto, mas porque é preciso. Alguma hora da vida a gente precisa arrancar o medo da gente, não todos, porque faz parte da sobrevivência, mas renovar os medos. Durmo sozinha, ando sozinha, chuto a barata e estou pensando em pular de bungee-jumping aqui em Auckland (mentira, não pulo nada).
Eu sinto como se a terra estivesse girando contra o lado que eu estou seguindo. Obstáculos que dificultam mais a minha travessia contra a covardia. E isso é bom.
Vivo o futuro de uma terra que não girou.
Vivo o futuro para sobreviver no presente.
Mas vivo, e viver é tomar iniciativas antes que o tempo passe.
Passou
passado é.
Mas será que "é" não pode ser passado?
Será.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Primeiro relato da bagunça interna.

O mundo me preparou uma loucura de sentimentos, esse blog se tornou pouco para que minhas ideias fossem organizadas. E ainda assim não consigo organizar nada, porque está tudo uma bagunça. Uma puta bagunça. E ai eu não consigo escrever. Todo aquele lance de zona de confronto, é muito legal e bonito na teoria, mas na prática só praticando. Redundante, eu sei.
Hoje me deu vontade de escrever, eu descobri um ponto de ônibus novo e mais outros ônibus que dá pra eu vir para casa, mas eu tenho que andar 30 minutos o que não é problema. Aqui eu ando muito. Muito mesmo. O sedentarismo já não é mais uma opção, já que eu quero conhecer as ruas, observar as pessoas e decorar o lugares. Quero deixar a cidade na minha memória, me acostumar com o cheiro das ruas e em como o vento faz meus cabelos dançar.  As vezes sento no canto e observo, o jeito como as pessoas fingem e consigo enxergar o que elas são sem esse fingimento, essa armadura de felicidade sem fraquezas que eu esqueci de colocar.
Demonstro tudo, todos os monstros desse meu conto de fadas. E acho que esse está sendo meu maior aprendizado dessa viagem; saber o quanto eu posso contar com as pessoas, o quanto algumas pessoas querem o meu bem e, principalmente, o quanto eu posso cuidar de mim sem ninguém.
Vivo a vida de escola, só estudo e fico de tarde fazendo nada com os amigos. Descobri que não quero mais isso. Então vou parar de dizer "nossa, que saudade da escola, fazia porra nenhuma". Eu quero fazer porra alguma. Mas só aprendi isso agora que vivo de novo os tempos de colegial.
A saudade é minha fiel companheira, ela está sempre comigo e eu levo todo mundo no coração, cabe muitos outros corações dentro do meu. Só que eu tenho que engolir a saudade e viver, porque senão ela vive por mim. E isso não é saudável. Saudade não é saudável.

"O jeito é enfiar as mágoas embaixo do braço e seguir a vida."


move on

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

um dia após o outro, minuto a minuto. Vinte e poucos anos, mudança.

Muda, inunda.

só mais algumas segundas.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Deve ser coisa de ariana.

Primeiro post do outro lado do mundo.
Eu estava tentando organizar minhas ideias. Não consegui, haha.
Hoje faz uma semana que eu estou aqui.

Diálogo com a minha Mãe um dia desses pela internet.

Mãe: Lembra de vc não querendo entrar no baile da escola. Depois que fiquei horas fazendo tua fantasia?
Eu: Não. Eu sempre fui assim, então, fico super na vontade e quando chega a hora eu não quero mais.
Mãe: Duas vezes: uma de halloween, fiz um gato preto e vc curtiu muito a fantasia com orelhas de feltro e rabo, mas quando chegou lá tinha bruxas, fantasmas. Você não gostou das fantasias das outras crianças achou estranho e não quis ficar
Eu: O mesmo que tá acontecendo aqui.
Mãe: Depois foi no Raio de sol, no carnaval com fantasia de coelha. Você gostava da "preparação", mas não curtia a hora da matine.
Eu: Ainda sou assim.
Mãe: Engraçado vc falar isso, lembrei do filme do Cazuza, o pai dele falando isso dele que queria e logo depois não queria mais as coisas, depois queria de novo. Deve ser coisa de ariano.

DEVE SER COISA DE ARIANA

"A vida muda muito. Se quisermos, claro. Outras vezes não muda porque não somos compatíveis com a mudança. Mudança implica em sofrimento"

domingo, 20 de janeiro de 2013

Abismo que cavastes com os seus pés.

Quando nós ficamos na beira do mar com os pés na areia e com o vai-e-vem das pequenas ondas as areias desenham  nossos pés nela mesmo, e cravam nossa marca sem que a gente perceba.
Depois a gente tira os pés de lá com pressão e dificuldade, quanto mais tempo, mais difícil.
Isso é o amor.
E, parafraseando um mestre, aquilo é "abismo que cavastes com os seus pés".
A gente repete isso toda vez que vai a praia. Deixa o amor nos envolver como ondas sem perceber.
Para alguns o choque é tão grande que é preferível ser levado pela correnteza, cravando aquele mar para sempre, mesmo que ele não queira.
O mar e o amor são lindos e sedutores, assim como todas as "lendas" do mar, sem perceber que quem leva os pescadores é o mar, não as sereias.
E se o mundo é moinho, o amor é mar

O amor é mar
O amor é marca
O amor é mais
O mar é lar
e o amor marca
as águas são lágrimas
salgadas e de lua.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sobre segundos.

A vida é feita de segundos. Aqueles que você decide se vai responder. Sim ou não.
Nós levamos segundos para decidir o que realmente queremos, o resto do tempo é pensar se isso agrada.
Aquele segundo de felicidade, em que você repara que está feliz e a felicidade vai embora no mesmo segundo.

Os segundos: o segundo lugar mais real das nossas vidas. O primeiro lugar é sonho.

Escrevo em minutos o que você demora segundos para ler.
Fecha os olhos e pensa em algo bom. Imagem perfeita, imaginada em quadros por segundo.
Segundos presos em nossa mente.

Sorriso, lágrima, tapa, chocolate, toque, mãos, dentes, palavras, ouvidos, sons, cheiros, orgasmo, unhas, pés, travesseiro, abraço, notícias, desenho, fotografia,...

O segundo perfeito é aquele que a fotografia registra.

.o resto é segundo tempo.