domingo, 23 de setembro de 2012

Desenho do lado esquerdo do peito.

Tudo que eu fiz por você,  pela gente.
Todo esse vazio que é quando você vai embora para longe.
Quilômetros contáveis de distância e incontáveis de saudades.
Eu sempre tenho medo que você não volte. Mais ainda, que você não queira voltar para a  minha casa, onde eu desenho nosso lar.
No meu travesseiro sobra seu cheiro e no meu armário seu pijama. Em tudo que é meu você fica e, ainda que ambíguo e confuso, você leva. Nada que é meu tem graça sem você, sem o seu toque ou olhar.
Eu desenho nosso reencontro do lado esquerdo do peito, cada traço do irreal para te sentir em casa, meu lar.
Meu amor é meu lar. Pena que minha dor também.
Continuo desenhando nossa liberdade, nossas janelas e portas abertas, nossos sorrisos e os olhares que dizem o que a gente não precisa dizer.
Tento apagar  a distância, mas ela é real demais.
E, perdão, mas eu não sei brincar com o real.

Minha memória me traz você, meus olhos se apertam e o sorriso escapa. Alguém me pergunta o porque desse sorriso e eu digo:
- Meu sorriso não tem endereço, só um lar.

2 dizeres:

Taís Penha disse...

Adorei aqui, já estou seguindo!
Acompanharei o blog com mais frequencia!

Agora, sobre o texto:
Adorei o modo como vc coloca uma necessidade cortante nas palavras, como vc faz a gente sentir falta de algo que nem sabíamos sentir.
Você tem muito talento!
Beeeijos

Sara Roosevelt disse...

A saudade, a distancia, a inseguranca... Essas coisas que nao tem como simplesmente desconsiderar. E o amor e quando isso tudo nao e mais importante, e sim apenas detalhe.
beeijos *