quarta-feira, 24 de julho de 2019

Os 28 anos

Eu achava que eu sabia falar de amor, e se você ler tudo isso aqui, vai achar que eu acho que eu sei, mas eu não sei. 
Se passou tanto tempo e eu ainda amo o mesmo sorrisão. 
Hoje pego as chaves do MEU apartamento e eu tinha que registrar nesse meu diário que não é sobre os dias de vida. 
Esse ano tem sido um turbilhão de vida adulta. 
Eu recebi uma proposta de emprego e eu nem tava procurando. 
Assinaram minha carteira e me quiseram muito na empresa. 
Eu conheci lugares de outro continente. 
E agora eu tenho a minha casa. 
Que não é minha, mas eu pago cada aluguel de dia que eu piso ali naquele quadrado maior que meu quarto. 
Caramba, vida, até que c tá sendo legal comigo e eu mereço eu sei que mereço. 
E eu amadureço cada segundo o quanto posso e tenho amor por mim e pelos outros o tempão todo, mas já não sei mais falar sobre amor. 

segunda-feira, 22 de abril de 2019

comprei minhas passagens, eu vou nadar no mar mediterrâneo


terça-feira, 16 de abril de 2019

Torradeira

Essa semana a sanduicheira quebrou 
E semana passada quem se quebrou 
Foi a torradeira 
O desgaste das coisas que eram nossas 
Que faziam o nosso café da manhã enquanto a gente se agradecia, falava sobre alguma série,
eu encarava seu corpo sem camisa e sentia meus mamilos endurecerem 
Seu relógio de parede, será que quebrou? 
Ele ficou parado naquele dia que o silêncio já não nos era leveza 
Acho que nossos ponteiros ficaram pesados demais 
E uma parte de mim parou ali, nos mamilos e se quebrou como as torradeiras

sexta-feira, 29 de março de 2019

a rotina come os dias e as faltas que a gente se faz
te lembro no meu café da manhã
mas não tomo mais café nem como tapioca
eu aprendo todos os dias a viver com a
falta

tem horas que eu esqueço de lembrar
e tem horas que lembro de esquecer

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

eu escrevo pra me lembrar quem já fui

apesar que nesse segundo não consigo me definir

domingo, 17 de fevereiro de 2019

lembrei de você
e espero que você esteja feliz pra cachorro

8 meses de natação - nível 4/6

eu não posso parar as ondas, mas eu aprendi a nadar.
aprendi a calma que a gente precisa quando nada contra corrente
aprendi a alongar o corpo todo, até a respiração, enquanto o mar é força contrária.
depois a gente se ajusta, não se acomoda, porque nada é tão confortável quanto amar e ser amado, mas a gente se ajusta, descobre coisas que os olhos podem descansar a dor.

não deu pé, mas eu aprendia a boiar com o quadril
e o músculo que tem a calma
porque a gente treina a calma e é igual aos músculos,
fortalece sem descuidar

é na primeira pessoa que eu escrevo minhas linhas
e a primeira pessoa sempre fui eu