Quando nós ficamos na beira do mar com os pés na areia e com o vai-e-vem das pequenas ondas as areias desenham nossos pés nela mesmo, e cravam nossa marca sem que a gente perceba.
Depois a gente tira os pés de lá com pressão e dificuldade, quanto mais tempo, mais difícil.
Isso é o amor.
E, parafraseando um mestre, aquilo é "abismo que cavastes com os seus pés".
A gente repete isso toda vez que vai a praia. Deixa o amor nos envolver como ondas sem perceber.
Para alguns o choque é tão grande que é preferível ser levado pela correnteza, cravando aquele mar para sempre, mesmo que ele não queira.
O mar e o amor são lindos e sedutores, assim como todas as "lendas" do mar, sem perceber que quem leva os pescadores é o mar, não as sereias.
E se o mundo é moinho, o amor é mar
O amor é mar
O amor é marca
O amor é mais
O mar é lar
e o amor marca
as águas são lágrimas
salgadas e de lua.
domingo, 20 de janeiro de 2013
Abismo que cavastes com os seus pés.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Sobre segundos.
A vida é feita de segundos. Aqueles que você decide se vai responder. Sim ou não.
Nós levamos segundos para decidir o que realmente queremos, o resto do tempo é pensar se isso agrada.
Aquele segundo de felicidade, em que você repara que está feliz e a felicidade vai embora no mesmo segundo.
Os segundos: o segundo lugar mais real das nossas vidas. O primeiro lugar é sonho.
Escrevo em minutos o que você demora segundos para ler.
Fecha os olhos e pensa em algo bom. Imagem perfeita, imaginada em quadros por segundo.
Segundos presos em nossa mente.
Sorriso, lágrima, tapa, chocolate, toque, mãos, dentes, palavras, ouvidos, sons, cheiros, orgasmo, unhas, pés, travesseiro, abraço, notícias, desenho, fotografia,...
O segundo perfeito é aquele que a fotografia registra.
.o resto é segundo tempo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Fim da Faculdade - O fim pode ser melhor que o começo?
Quando a gente decide estudar é como se a gente comprasse passagens de ida e volta e marcasse o começo não mais importante que o fim. Se tudo der certo, no tempo previsto, a gente leva embaixo do braço, na ponta da língua e na cabeça, o diploma. E ele não é o mais importante, mas a gente só percebe isso depois que passa esse tempo estudando para ganhar. É difícil reconhecer que o prêmio se torna pouco para o fim.
Nesse ano de 2012 eu conclui mais uma vez a bateria de estudos programada. Esse blog acompanhou esses quatro anos de faculdade, meu fiel companheiro da vida. E esse post não menos piegas que os outros do blog é pra agradecer.
Esse aconchego gostoso que eu tenho aqui. Esse refúgio mais encantado que qualquer cachoeira e mar.
Agradecer minha família também. Minha mãe ,o maior presente que a vida podia me dar, obrigada.
Eu não sei se já contei para vocês, mas eu tenho um anjo da guarda que vive em terra, meu irmão, meu protetor, meu amigo, ninguém sabe o privilégio que eu tenho porque ele me ama.
Meu pai e a família que ele formou para criar uma parte do nosso suporte.
Agradecer ao resto da minha família pelo orgulho ter o sangue o mesmo que o de vocês. E mais importante que isso, o mesmo caráter.
Obrigada também ao meu amor, minha maior fonte de inspiração, meu bom motivo pra acreditar no amor e escrever sobre ele.
Aos meus amigos, que não preciso nomeá-los, só dizer o quanto é importante tê-los para a distração e concentração do foco. Ter amigos é ter tempo para sorrir em meio ao caos.
Queria agradecer gente que eu não conheço, como autores de livros e produtores de filmes, esses que me fazem crescer e me trazem experiências que jamais vou viver.
Agora que acabei um ciclo, vou iniciar outro que começa do outro lado do mundo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Ai Vida.
Que coisa estranha esse vazio que você deixa em mim.
Esse tipo de saudade que não é do tempo.
Prefiro acreditar que sentir vontade de você no mesmo dia que te vejo seja bom.
Enquanto houver saudade haverá amor.
Esse meu amor bagunçado que consegue te destruir em uma noite e que tenta te reconstruir no dia seguinte.
De repente quando é pra falar de sentimento tudo é dedicado a você.
Longas linhas de palavras pequenas que carregam coisas grandes.
Dentro do meu coração já deve ter um pedacinho chamado Bruna que bomba uma parte das coisas que eu preciso para viver.
Amor, em mim, você se faz necessário.
Você é minha droga do bem. Aquela vontade que já se almeja antes mesmo de passar o efeito da dose anterior.
Me sinto meio boba vindo aqui escrever as coisas, mas gostaria que você soubesse como eu me sinto. E qualquer sentimento só vive assim, a flor-da-pele, porque você me deixa na sua vida, minha vida.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Sobre livros.
Sabe aquelas mulheres que
carregam bacia de água na cabeça?
Então, ela carregava livros
que carregavam sonhos
que carregam decepções
que...
Uma pilha de livros enfeitando a cabeça dela. Enfeite que atrai. E distrai.carregam bacia de água na cabeça?
que carregavam sonhos
que carregam decepções
que...
Tudo que te atrai te distrai.
Todos amontoados naquela cabeça que, junto com as sensações e sentimentos do coração, criam sonhos.
Os livros são gênios e as páginas as lâmpadas mágicas.
Milhares de três desejos individuais e coletivos.
Por trás de dramas
muitas tramas
choram as damas.
Cheiro de página velha e nova, tanto faz, é sempre bom.
Mesmo que seja velho, para você o livro é sempre novo, aquela história é sempre sua.
Os autores são o silêncio que te faz gritar sobre liberdade.
Ler a última linha da última página.
domingo, 11 de novembro de 2012
some e soma.
eu te
desespero
se
desapareço
eu me
desespero
se
te perco
quanto desespero
quantos desses
pequenos sumiços
que destroem
sorrisos.
Cite.
“Saudade não é o que a gente sente quando a pessoa vai embora. Seria muito simples acenar um ‘tchau’ e contentar-se com as memórias, com o passado. Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente. É a cama ainda desarrumada, o par de copos ao lado da garrafa de vinho, é a escova de dentes ao lado da sua. Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê “sadio”. Ela faz a gente realmente acreditar que enlouquecemos. Ela nos deixa de cama, mesmo quando estamos fazendo todas as coisas do mundo. Todas e ao mesmo tempo. É o transtorno intermitente e perene de implorar por ‘um pouco mais’.
Saudade não é olhar pro lado e dizer “se foi”. É olhar pro lado e perguntar “cadê”?”
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