segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Meu Caro Amigo

Saudações, amigo querido!
Sinto falta de te ver quase todos os dias, mas tô muito feliz pela vida que está levando por esses tempos.
Aqui na terra eles continuam jogando futebol, o meu palmeiras não vai ser rebaixado porque tem um tal de Henrique que ta jogando pra caramba. Isso é tudo que eu sei sobre futebol. Não sei sobre o seu time, não me interessa, gambá rs.
Tem samba, mas tem muito funk também. Ainda bem, viva a diferença até na música!
Tem muito choro, viu, a coisa não tá só preta, tá vermelha também (ainda bem de novo).
Espero que você não esteja lendo o seu facebook porque a sociedade virtual, que infelizmente (nesse caso) tem muita voz, tá falando merda. Nada que me deixa com raiva, mas triste. Ontem eu chorei (e eu nem to na TPM) porque muita gente que eu conheço (espero que você não conheça) escreveu/disse muita merda e ofenderam os nordestinos, peça desculpas por nós (paulistas) para a sua mãe, já que infelizmente (mais uma vez) por mais que a gente não pense igual estamos encaixados nesse grupo dos paulistas. Peça minhas desculpas mais sinceras a ela e queria dizer isso pra todos os nordestinos também, "perdoai-os (xenofóbicos) porque eles não sabem o que fazem" nem o que escrevem.
Estamos quase sem água aqui em São Paulo, esse "quase" ainda não bateu na minha bunda, talvez na maioria das pessoas também não, então ninguém tá se preocupando muito até a hora que o "quase" sumir. Eu me preocupo, mas também sou cúmplice. Você deve saber que eu não votei no atual governador, que parece aquele personagem daquela série que a gente gosta, o governador do Walking Dead, parece bom, mas é um bosta egoísta, que ta fodendo todo mundo. Manipulador , coxa, direitista e político, né.
Espero que você tenha encontrado muitas pessoas, entre elas pessoas que hoje podem viajar para a Europa mesmo não sendo rico. Diz para todo mundo que talvez seja melhor ficar aí, porque aqui tá feio, por mais lindo que o país seja. A coisa aqui tá preta sim. De resto a gente vai fumando, que sem um baseado/breja, ninguém segura esse rojão.
Tenho saudades das nossas conversas, bobeiras e da energia que a gente se passa. Saudade de como eu aprendia no dia-a-dia com você.
Eu tenho novidades, acho que quando você voltar a gente não vai mais estar todos os dias juntos, mudou umas coisas lá no trabalho. Eu vou mudar. Acho que não conseguiria sem sua ajuda :)
Aquele amor ainda dói algumas horas, mas eu to bem mais centrada, concentrando amor em outras coisas.
E a gente vai se amando, que sem carinho e afeto não da pra segurar nada.
Mais amor sempre, né.
Aquele abraço apertado, beijo no seu amor. Seja feliz hoje e sempre.
Saudades, que como a gente aprendeu, é amor de longe.




(inspiração)


terça-feira, 21 de outubro de 2014

outubro out of you

Outubro, me descubro.
Junto com o mês, faz um ano.
Como uma criança caí e ralei o joelho sobre os cuidados da minha mãe.
Dizem que toda emoção forte é como se a gente saísse do ventre de novo. Talvez seja isso, eu to tendo aquela impressão do mundo de novo depois do tempo guardada dentro de mim mesmo.
Depois de me encolher eu to me esticando por aí.
Desencontrando a cada esquina.
Já transformei milhares de músicas em experiências, já gargalhei até a barriga doer, já me senti amada, já conheci muita gente, gostei de algumas garotas, ... haha
Já tomei vários porres e fiquei chapada por horas, comi muito chocolate e chorei até sair ranho do nariz. Já te xinguei de "filha da puta" e no mesmo dia jurei amor eterno. Já cantei até doer a garganta pelas ruas de sampa dentro de um carro. Já enchi muito o saco dos amigos. Fiquei com alguém porque me lembrava (e mandei embora no outro dia porque não era) você. Já passei uma noite olhando pro teto e outra sem nem saber o que era o teto e o que era o chão. Achei que tinha esquecido, não lembrei por mais de um dia. Já evitei o assunto, pensei ter te visto no nosso lugar de sempre e depois perdi na multidão.
Perdi você a razão,
o contato,
 o descaso,
 o sapato,
o acaso,
 o contrário,
saí do armário.

Eu sinto que tá indo, é o processo doloroso mais gostoso dessa vida,  juro. Muito mais legal que aquela lista de coisas-pra-fazer-antes-dos-trinta que a gente leu naquele domingo de outubro a tarde na sua (nossa) cama e jurou fazer junto.

sábado, 13 de setembro de 2014

setembro.

alma
na
mala

na bagagem de mão
peso
na cabeça
peço

Antes do embarque
me despeço
e
me despedaço

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Agosto

De repente crescer se tornou latente,

sem afago, 
só estrago.
A gente tá ali nu, o mundo inteiro vendo, a gente se derrama, as lágrimas são só uma forma de externar isso.
Eu sempre soube que crescer não seria fácil, mas saber não é sentir.
Escrevo mil textos sobre o mesmo assunto
escrevo com a mesma pessoa de fundo.
Se ninguém mais aguenta, imagina eu?
Até quando?
Por mais que só apareça as vezes, a dor é uma constante.
Essa dor é tipo o vento, que tá sempre ali, mas só de vez em quando bate forte, te arrepia e pode até te derrubar.
Amar é saber morrer várias vezes.
Matar a vontade
ou morrer de saudade.

domingo, 20 de julho de 2014

essa carta ficou uma merda porque eu nem acredito que terei futuro tão distante.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carta para o futuro.

Ana,
Desculpa se não deu pra gente ganhar o mundo. Se a gente não deixou todo mundo que passou por nós sorrindo.
Não deu pra terminar aquele livro, mas deu pra terminar vários, comprei até outra estante. E tá cheio de instantes é só fechar os olhos e abrir o coração.
O final do livro ficou lindo, nada "autopiedoso" como você tinha medo. É o gráfico perfeito do amor. Daquele seu primeiro amor, da garota do litoral com olhos escuros e grandes.
Você parou de se vestir dessa autopiedade, desse sorriso para baixo, toda vez que alguém falava sobre amor, agora só cresce. Essa menina do sorriso aberto que a gente sabe que ama hoje no ponto mais alto que nosso suspiro já chegou. E o coração pulsa forte, parece que quer pular por aí contando para todo mundo que amor é sorrir sozinho no meio da multidão séria.
Seus amigos estão todos por aqui, fazendo aquele círculo gigante e te trazendo as melhores risadas e os maiores ombros na hora de chorar. Se espalhando entre zona norte, interior e o resto do mundo.
A família tá aqui guardada debaixo do braço e aquecendo o coração. Você cumpriu a promessa de dar mais orgulho do que decepção.
Não dá pra saber o que você se tornou porque você nem sabia o que queria, mas com esse sorriso, se a gente não ganhou o mundo, ele nos ganhou.

domingo, 6 de julho de 2014

Eu fico pensando o quão diferente do meu cão, que corre atrás do próprio rabo, eu sou.

A gente fica aí, meio que se "punhetando" com as coisas do mundo, com as fotos postadas, os elogios guardados ou até aquele flerte no meio da rua.
Mas é ali, em frente ao espelho, tentando encontrar a própria beleza escondida, que a gente passa a maior parte do tempo.
Dando círculos em nós mesmo, tentando resgatar o que de bom alguém levou em um desses nossos envolvimentos.
Em uma ou outra troca de poros, sentimentos, ferimentos até o esquecimento.
Tudo assim, meio clichê e meio rimando como o meu cão faz todos os dias tentando caçar o próprio rabo, a própria satisfação até que ele quer segurar mais forte e deixa escapar.