quarta-feira, 17 de abril de 2013

Abril de 2013

Você só se torna de verdade quando está velho. Então não somos, porque a cada ano a gente pode ser mais velho que o anterior.
A cada ano a gente descobre mais a verdade.
E temos a opção de se aceitá-la ou se afundar mais um pouco na mentira.
Mês de abril é meu aniversário e eu só cresço nos dias que são meus desaniversário, nos dias que são meus adversários.
Um ano de cada vez, um dia por vez, de um em um e cada vez mais singular.
Não faz sentido, mas sentido se sente.

"o tempo é piada, enquanto eu sou quase nada"

escrevo meu nome nesses papéis e faço de mim uma assinatura que não sou.
um ano que não passa
um aniversário que não sou
um dia a mais que vira
uma data que nunca existiu
dia disso, dia daquilo
e todos os dias
dinheiro
e nenhum dia
direito

odeio quando me expresso de forma revolucionária, mas as vezes minha rimas seguem caminhos que eu não quero. Me condiciono a coisas que não gosto e chego em lugares que nunca quis ir.

22 anos, algumas conquistas, amigos, amor, família, música, tudo e ainda nada.

Obrigada mais uma vez ao mês de Abril.


domingo, 7 de abril de 2013

Não existe final.

Por que eles nunca me mostraram mais que o final dos filmes?
Todo fim tem recomeço. E eles não mostram. Eu passo a acreditar no "felizes para a sempre" e a vida me mostra que isso não existe, é filme. Mas os filmes, que tentam ser realistas, sempre me enganam.
Minha a vida é tão parecida, mas o desfecho é diferente. Nem sempre diferente ruim, mas diferente. E diferença assusta.
Não existe final do filme.

Por que eles não me deixam ler mais do que está escrito? Meia hora de papo com o autor e eu saberia mais das estórias.

Vai me dizer que você nunca quis saber se Capitu traiu mesmo Bentinho?
A propósito, não. Machado me disse. Sonhei com ele faz um tempo. Não pude ver sua face nem tocá-lo, mas perguntei sobre isso e ele disse que  Bentinho era louco e isso não importava, mas eu queria mesmo saber e perguntei de novo, não pude ver se ele me olhou nos olhos, mas disse muito sério e sem paciência que não, mas que era melhor eu ler o livro de novo porque a essência não está nessa dúvida, mas sim em todas as certezas do narrador.

Eles nos privaram da parte chata para nos tornar encantados.

Hoje de manhã li um livro inteiro e passei o dia inteiro pensando nele. Eu queria continuar escrevendo a estória que li.

Interferir
no futuro que não é meu
mas isso iria só (inter)ferir.
e me fazer (interfe)rir.

quarta-feira, 20 de março de 2013

cada um

cada traço
um pedaço

cada retrato
um contrato

cada abrigo
mais que só
um sorriso

cada abraço
mais um passo

cada orgamo
uns amassos

cada cigarro
um trago

cada medo
um peso

cada coletivo
um alguém

cada saudade
uma verdade

segunda-feira, 18 de março de 2013

2 anos e muito amor. Tudo que eu escrevo aqui tem um pouco dela. O maior amor da minha vida. Minha vida. E ainda que eu não saiba nosso futuro eu ainda posso ser feliz quando lembro do nosso passado. E o presente? É sempre ela.

O tempo não foi uma questão de tempo até passar, ele só passou, quase sem importância.

Que dia é hoje?
Quantas vezes?
Quantos meses?
As verdades se desfizeram em desejos, a vida se desmanchou em partes, partes de um mosaico feito por nós.
A gente nem notou o tamanho.
Quanto crescia, quanto mais poderia?
Ninguém sabe. Nem precisa.
Essa sorte é pra poucos. Aliás poucos mesmo, duas.

http://ananogerundio.blogspot.com.br/2012/06/todo-o-resto-dos-dias.html

quinta-feira, 14 de março de 2013

Abraços partidos - Tchau, Nova Zelândia.

É sempre muito difícil dizer adeus, mas mais difícil ainda é dizer adeus para as pessoas que provavelmente você nunca mais vai ver na sua vida. Ainda que eu tivesse esquecido de me despedir, como acontece na morte. Pesado, mas verdade.
Ver os olhos todos molhados pela dor da despedida. Se despedir é uma maratona, primeiro a gente despede fisicamente e só com o tempo a nossa cabeça conta que na verdade você nunca mais vai ver a pessoa. E mesmo que veja, vai ser difícil retomar o que a gente era. Milhares de pensamentos e lembranças que são guardadas. Algumas pessoas que eu nunca vou me esquecer. Misto de sensações entre a saudade de casa e a saudade do que foi enquanto esteve naquele espaço. O mundo é grande demais. As pessoas são grandes. E a vida é moinho.
Eu estou voltando para casa, mas carregando muita gente, muito lugar e muita vida. E aqui eu deixo um pedaço de mim. É muito bom se sentir querida como a maioria das pessoas demonstraram para mim. Ganhei presentes, olhos molhados e abraços longos. Mais do que isso, eu ganhei amigos.

quarta-feira, 13 de março de 2013

dor do amor romântico e intenso.

O amor me matando de novo.
Dessa vez me deixando na sala de espera.
Aquela angústia de não saber o nosso destino e temer sempre o pior.
E de pra sempre a gente entende.
Quero Brasil, quero ela.
Que doido o quanto uma pessoa pode afetar a minha vida.
Minha felicidade depende dela.
Hoje entendo Camões e todos os outros poetas que falam sobre a dor do amor. Já tentei Dorflex, mas não há remédio maior que o tempo. Sinto a dor e aguardo.
Eu te carrego comigo todos os dias e, especificamente hoje, você está muito pesada.
E eu não te largo, prefiro me largar.

terça-feira, 5 de março de 2013

vou resumir em uma linha:
eu não quero voltar para casa.