domingo, 13 de janeiro de 2019

2 anos

Hoje faz dois anos que eu te busquei na rodoviária, que você se abrigou no meu coração e agora seu ninho se desfaz pouco a pouco, mês a mês.
Ainda me lembro da sensação do sentimento, do seu sorriso e seu violão nas costas. Sua camisa azul, sua meia até a canela, o dourado dos seus cabelos e os brilhos dos seus olhos.
Lembro do tom do meu oi e do seu primeiro abraço.
Isso é amor e tudo bem que a gente não está mais junto.
O que importa é que eu vivo esse momento com sorriso no rosto quando lembro dele, quando lembro de tu, mulher.
O presente que sua presença foi é algo bom demais para ser triste.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Recado para Giulia

“Dizem que amor é algo que nos ultrapassa, nasce dentro e expande pra fora. Talvez a dor também seja assim, embora optemos tantas vezes por vivê-la sozinha.

Ana, compartilhar com você o que doía foi um dos caminhos mais certos que tomei em 2018.

Certo porque você me ofereceu calmaria em meio as suas turbulências e as minhas tempestades. E esse lugarzinho seguro me fez um bem danado.

Certo porque assim, em meio a bagunça, você entrou na minha vida e eu na sua. você é uma pessoa incrível, que abriga uma lua em casa e um sol dentro de si.

"a vida é pra quem sente", ela me disse com o mar nas mãos. Obrigada Ana, por me fazer sorrir e por me contar sobre o tempo que o tempo tem. Que esse ano nos trate bem, ou ainda melhor, que nos tratemos bem  ♡”

Ow Giulia eu que tenho até hoje seu sobrenome escrito errado no meu celular, vou falar só seu primeiro nome.
Mulher você tem uma luz, um charme, qualquer lugar que você chega todo mundo te enxerga.
Só que o que eu vi esse ano eu não tinha visto ainda (enquanto pagava pau) que pessoa incrível, sensível, leve, fez um bem danado te encontrar no mesmo momento que eu estava me encontrando.
E vamo que ainda temos tempo de não soltar nossas mãos.

E, mais uma vez, obrigada pelas palavras, todas elas, inclusive as ditas mais de perto.

(To guardando suas palavras aqui para não perdê-las de vista)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Pra tu, mulher. Bloco de notas quase último dia do ano.

Pra tu, mulher. 

Começamos o ano juntas, quando foi dada a largada a gente tava no encaixe dos nossos beijos e terminamos o ano assim na distância dos fins. Aliás isso aqui é sobre términos, não sobre rompimento. 
Acontece que tudo isso me fez aprender muito mais sobre mim do que sobre a gente. E isso é incrível. 
Aprendi sobre meu amor que é bonito demais, mas apodrece quando entra algum tipo de possessão. Aprendi que meu amor é muito mais sobre mim do que sobre o outro. 
Eu entendi exatamente onde está minha dor que era além da saudade. Eu sinto saudades, mas o contato não é saudável e isso também é uma frustração. 
Descobri que não sou madura o suficiente para te ver viver sem doer. Isso eu tento melhorar na minha cabeça e coração a cada dia. Porque, pqp, eu quero muito nossa felicidade por aí no mundão. 
Eu aprendi a delícia solitária que é se preocupar apenas comigo em cada pedaço do meu dia. 
Com o tempo você não fez mais falta na rotina. Mas não teve um dia desse ano que eu não lembrei de algo que me lembrava você. Às vezes com sorriso no rosto, às vezes com lágrimas tímidas. 
É ridículo, mas pelas compatibilidades do ser e estar eu achei que ficaríamos mais tempo “juntas, juntinhas” e eu acho que esse foi o apego mais difícil de perder. 
Só fui aprender isso há poucos meses. 
Que puta processo você está sendo na minha vida. Do começo ao fim. Tipo viagem longa de cometa. 
E é por isso e por cada “microlembrança”, que eu te agradeço por esse ano, por todas as canções e pela vida que a busca da cura trouxe para o meu coração solar. 
A coisa mais bonita que eu aprendi é que o processo não tem nada a ver com você, mas comigo, em tudo que eu depositei e o motivo disso, só enxergando isso, que eu cresço enquanto passa. 

Tenho amor por mim e por isso tenho amor pelo o outro, logo, tenho amor por você. Amor pelo leite derramado e pelo deleite que foi o nosso amor. 


O mundo é bão, 2019. 

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

2018 é o pior ano da minha vida,
mas o ano que eu mais to crescendo
e entendendo coisas sobre mim.

Existe muita coisa que eu não queria ter feito.
Mas chega de querer, Ana.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

2018/outubro/eleição

Hoje talvez seja a última sexta-feira democrática aqui no Brasil. 
E eu quero escrever esse texto pra caso eu suma ou coisa parecida. 
Sei lá vai saber. 
Se o bostanaro ganhar eu vou lutar, então talvez isso aqui vire uma memória póstuma. E o que eu quero fazer é só agradecer. 
Agradecer tudo que eu vivi, os grandes amores, a vida, o bem, obrigada. 
Cada sentimento, cada gozo, cada olhar de amor que eu já dei para as coisas e as pessoas que eu amei. 
Vocês são parte do meu todo.

E o mundo é onde eu atravesso meu olhar de carinho e amadureço enquanto me apaixono. 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Eu vou passar
Cê vai passar também
Vamo passar porque passando
Vai passar, meu bem

sábado, 6 de outubro de 2018

espuma do mar
no lugar do peito: horizontei

estou, sofro porque ainda te amo.

passo, o tempo passado do quadrado do quarto.

Você dói demais aqui dentro.

escrevo, no lugar do horizonte: te peitei.

e você dizia : você precisa se peitar mais, Pacheco.

a gente se verticalizou e as vezes é escuro aqui na parte de baixo.

Mas você não sabe, porque o bairro São Pedro é alto

e eu moro e morro no pé da Serra da Cantareira.