segunda-feira, 26 de junho de 2017

Junho

Hoje eu ouvi uma música que eu gosto muito.
Estava dentro do seu quarto, era decoração.
Senti saudades de habitar seu quadrado decorado, que tem vários fragmentos meus e da sua adaptação rápida. Lembrei de derramar lágrimas e sorrisos nas paredes brancas que se refletem, do céu amplo e complexo que te reflete.
Consigo lembrar do que senti quando fui embora pela última vez. Tanta esperança.
Dentro do meu espaço aqui do quarto, tem muita coisa que eu te olho. Objetos que passaram pelas suas mãos e carregaram o amor que você me deu.
E parece que a parede cinza me tomou, mas o colorido da luz do sol invadiu a persiana e me fez lembrar do que mereço.
Eu pensei o quanto eu sou grata por todo esse amor que eu vivi, eu mereço coisas boas.

Mereço atrair coisas positivas.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Mormaço

Nesses dias que a gente se tem, se faz sentir, mas não está perto, eu chamo de mormaço.

O sol que a gente tanto se carrega está ali mas escondido pela neblina dos abraços sem braços, mas a gente já entrou no mar em dias quase nublados e queimou a pele e é nesse - mormaço - que eu aqueço minha saudade e te sobrevivo em mim.

Esse jeito só seu de me aquecer até no inverno dos céus em branco, eu chamo de amor máximo.

terça-feira, 30 de maio de 2017

pouca exposição nas fotos que fiz do meu coração

segunda-feira, 29 de maio de 2017

dentro da capa

Antes de ir, quero te deixar meus cadernos, aquele azul que eu sempre levo pra sua casa, ou te entrego fragmentos escritos a lápis.
Cada coisa que te escrevo é para que saiba como eu me sinto, me sentia.
Quero que entenda meus gostos, gastos, minhas escolhas e como eu te prefiro.
Para entender como eu gosto das cores, mas prefiro escrever cinza.

Dai você da uma lida em termos técnicos de ligthroom e um rabisco mal feito no canto da página.
O dia que eu escrevi sobre como você é afinada enquanto afina seu violão ou sobre a varanda dos dias de verão.
E no meio o protocolo da Net, uns restos de tabaco e borracha gasta.
Se você abrir meu caderno de trás para frente, tem as músicas, "todos os encantos bons", "o nosso amor merece cama, comida e sol".
Eu nem sei se vou te achar em meio ao caos, mas antes de ir quero te dar pelo menos esses textos. 

em casa, se eu tô de blusa, não visto calça.
em casa, se eu visto calça, não coloco a blusa.

HD

Eu demoro pra colocar meus óculos e aperto os olhos sem perceber.
Depois visto eles e me esqueço que estão imundos, limpo de qualquer jeito. Pronto. Meu computador tá em HD.
Me acostumo tanto com eles que entro no banho ou deito com os óculos. E só depois que incomoda eu lembro, tiro, largo em qualquer canto.
e tudo isso acontece sempre.

E ela limpa meus óculos como ninguém.

Só de aparecer melhora minha visão, meu horizonte, meu céu.

E se eu aperto os olhos é só para alargar o sorriso.

Tem amor que cura até miopia.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

o céu no coração apertado

Tem dias que sou mais Francisco, e insisto olhar só para baixo, esqueço do nosso céu e não congelo nossos frames bons.
Tem dias que minha cabeça fica como a de francisco que nem meus ossos se fortalecem e dói meu coração.
Dói o coração esquecer do bem do mundo, esquecer o bem que a gente se faz.
Então eu saio com o meu cachorro para passear, como francisco, mas não encontro meu pé de manga. Me deparo com a minha cabeça, que cisma manter o equilíbrio.
Arrisco te enviar cartas, ler o que a gente já se endereçou e lembrar de dias como o bottom da banda do mar. Do mar.
de repente me vejo chorando de novo, só que olhando para o nosso céu.
Tem dias que sou mais Francisco fotografando e te enxergo no meu congelado mais quente de sol aparecendo em céu nublado.