domingo, 17 de junho de 2018

O texto de hoje é sobre mim, sobre como eu aprendo a me encontrar, criei um pacto de segurança e pavor de ver qualquer coisa relacionada a você, assim vivo muito bem, já consigo enxergar falhas no que eu achava perfeito. Na nossa última conversa você disse que “atitude é sexy, Pacheco” e cara minha maior atitude tem sido ser eu e ser eu é também assumir não estar bem, estar passando por processo que me faz ver como sou um ser falho. 
Você na minha vida foi como enxergar uma cor nova, conhecer um artista novo ou se apaixonar por um quadro numa galeria. 
Você foi aquele sorriso que marcou meu corpo todo e é, mais que normal (humano), que eu tenha dificuldade em deixar ir. 
Mas eu estou conseguindo. Pra mim é difícil assumir que eu estou. 
Acho que pela primeira vez entendo completamente a frase do Amarante, saudade-eu-te-matei-de-fome, porque eu não procuro uma vírgula se quer sobre você, deixo as memórias virem no mesmo fluxo que deixo ir. 
E lembro sempre do que a Bea me disse “o caminho é só pra frente” 
E eu só vejo meus próprios pés e minhas mãos vazias, mas meu coração cheio. 


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Auê, fusca azul, meu ovo

Hoje senti falta das nossas brincadeiras, eram tantas né?

terça-feira, 12 de junho de 2018

Sabe, meu bem (se é que ainda posso te chamar assim) eu queria saber como c tá, mas me machuca saber porque aí você conta como tem sido bom viver sem mim, que eu te prendia a sete chaves (pelo menos era o que tava na sua cabeça) e você não podia ser você, aí dói, mas queria saber como anda sua menstruação, o que você tem comido no café da manhã e como vai a comida do RU. 
Queria saber se você foi bem naquela prova e como andam os desenhos de arquitetura, saber se você tem dormido cedo ou se isso era só cena, saber da sua motoca e se algum usuário te deu algo hoje. 
Mas aí quando eu te procuro você vem com o seu jeito passivo agressivo dizer que foi bom só pra você amadurecer mas que já zerou o que tinha que zerar. 
Queria saber se você ainda usa o arsenal de meias que a gente construiu junto e se seu cabelo já tá com um comprimento bom na parte que a gente raspava. 
Queria saber se você lembrou de mim hoje ou se tá tão bem que me esquece o tempo todo. 


Eu? Eu já consigo me esquecer de lembrar e isso é bom mas nem tanto. 
Mas 

Bloco de notas 12 de junho de 2018 

terça-feira, 5 de junho de 2018

Uma das coisas mais gostosas da vida é falar “vem cá” e a pessoa ir, se aninhar. 
Dá tesão sabe? 

domingo, 27 de maio de 2018

não quero te julgar por falta de amor ao nosso par,
me afastei porque agora seu amor é sobre si
e o meu ainda sobre nós. 

Saudade, eu te matei de fome.

toda vez eu penso como outra pessoa pode fazer tanto a nossa cabeça? pode morar na gente de aluguel com contrato longo? mesmo depois que se muda, deixa o cheiro, as marcas dos pés, as roupas usadas e as cores das paredes.
como alguém pode nos pertencer fazendo falta?

calma, Ana.

Hoje é mais um dia que eu tentei, mais um dia que esmaguei meu coração com a minha mente, tentando pensar "tá tudo bem, você vai ficar bem, já passou por isso".
Tentei retirar minha culpa de ter perdido mais alguém que eu amava.
Percebi, em uma das falhas que você já superou, já nem lembra das nossas manhãs de domingo e depois de chorar entre uma sombra de árvore e outra conclui, como muitas vezes, que a vida é muito mais sobre os que se entregam dos que os que saem ilesos.
A vida e a arte é muito mais sobre as cicatrizes.
E se você me diz pra cicatrizar, como quem olha um machucado de outro corpo, eu respondo pra mim mesmo que eu tô viva, entregue, sentindo o que vier.
Escolho apreciar a vida, mesmo na dor, porque meu coração merece.