sábado, 23 de junho de 2018

vocês sabem que o mar tem o poder até de mexer com a gravidade?
com o peso né?
Olha que coisa doida que eu acabei de pensar!
que cada mergulho meu, me tira um peso de algo grave, quanto mais imersa no meu mar, menos as coisas pesam.
não é gostoso descobrir nosso propósito?

reverso, otimista.

Hoje acordei 2 meses no seu passado, e mesmo dolorido, mesmo cada hora levando mais que as 8 horas que eu demorava pra chegar até você, o mundo continua girando.
disseram que to melhor, e tem dias que estou mesmo, escuto calada e penso comigo que ninguém sente a minha dor, que me obriga a escrever. (né Lucas?)
Não nos conhecemos mais, divido só o passado com alguém que eu amei tanto (eu ia dizer que se amaram, mas juro que não tenho certeza se foi mútuo ou só mais uma das suas aventuras e eu tento me exercitar pensando que o importante é o que eu senti, é até onde eu vou, não o outro)
E, na real, eu nem sei onde começa o passado.
Você é presente, Jana, mas não é igual.
Eu acho que ainda te amo, não é fácil sentir. É diferente, como se eu te amasse no pedaço que você se encaixou entre meu coração e meu sistema respiratório.
E se eu dissesse isso de boca fechada

Ai ai, eu dizia que a gente era comédia romântica indie, acho que só pelo estilo (as roupas, o casal lésbico descolado que se parecia), mas só que com final não feliz, o que categoriza como filme cult que no final a gente não entende nada.
Ou você pode ser aquela mina do 500 dias com ela, mas eu prefiro acreditar que não, que você não me levou na sua casa por engano, nem me apresentou na sua cidade, nem pegou na minha mão e desfilou pela UF mesmo depois que a gente tinha terminado, por engano. E teve as cenas em que me senti amada por mim e por você (e olha que forte isso).
Nesse filme eu nunca te coloquei como vilã, porque é tão cult que o conflito tá dentro do personagem principal que sou eu mesmo. Sabe ser vilã da própria vida? ou só tá descobrindo como amadurecer.
No meio dessa trama toda, que não é drama, meu único medo é não conseguir me entregar de novo, da forma como me entreguei.
Mas olha como a vida de quem escreve-falado é doido, só de escrever isso eu já sei que não tenho mais esse medo.
Porque, cara, minha parte "mocinha" tem como característica principal ser fiel ao que sente.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Nem chinelo eu uso pra ter pé no chão.

Vivem os que pulam a onda do amor e tremem na base.
Aqui tudo deu uma acalmada, meu corpo já se encontrou nas camas.
Meu sono já tem rotina, mas eu ainda ando em corda bamba.
Ainda penso antes de tomar um gole.
Mas tem gente que eu quero beber no gargalo.
Meter a boca.
Que gosto tem?
Fico feliz em não ter perdido minha sede mesmo provando aquela
cachaça mineira que me deixou de ressaca.
Eu quero atravessar outros mares, outros lares
Formar outros pares
Mas pra isso tenho que firmar meus pés nas areias quentes.
Eu não gosto de usar chinelos, mas não tenho os pés no chão.

domingo, 17 de junho de 2018

O texto de hoje é sobre mim, sobre como eu aprendo a me encontrar, criei um pacto de segurança e pavor de ver qualquer coisa relacionada a você, assim vivo muito bem, já consigo enxergar falhas no que eu achava perfeito. Na nossa última conversa você disse que “atitude é sexy, Pacheco” e cara minha maior atitude tem sido ser eu e ser eu é também assumir não estar bem, estar passando por processo que me faz ver como sou um ser falho. 
Você na minha vida foi como enxergar uma cor nova, conhecer um artista novo ou se apaixonar por um quadro numa galeria. 
Você foi aquele sorriso que marcou meu corpo todo e é, mais que normal (humano), que eu tenha dificuldade em deixar ir. 
Mas eu estou conseguindo. Pra mim é difícil assumir que eu estou. 
Acho que pela primeira vez entendo completamente a frase do Amarante, saudade-eu-te-matei-de-fome, porque eu não procuro uma vírgula se quer sobre você, deixo as memórias virem no mesmo fluxo que deixo ir. 
E lembro sempre do que a Bea me disse “o caminho é só pra frente” 
E eu só vejo meus próprios pés e minhas mãos vazias, mas meu coração cheio. 


quarta-feira, 13 de junho de 2018

Auê, fusca azul, meu ovo

Hoje senti falta das nossas brincadeiras, eram tantas né?

terça-feira, 12 de junho de 2018

Sabe, meu bem (se é que ainda posso te chamar assim) eu queria saber como c tá, mas me machuca saber porque aí você conta como tem sido bom viver sem mim, que eu te prendia a sete chaves (pelo menos era o que tava na sua cabeça) e você não podia ser você, aí dói, mas queria saber como anda sua menstruação, o que você tem comido no café da manhã e como vai a comida do RU. 
Queria saber se você foi bem naquela prova e como andam os desenhos de arquitetura, saber se você tem dormido cedo ou se isso era só cena, saber da sua motoca e se algum usuário te deu algo hoje. 
Mas aí quando eu te procuro você vem com o seu jeito passivo agressivo dizer que foi bom só pra você amadurecer mas que já zerou o que tinha que zerar. 
Queria saber se você ainda usa o arsenal de meias que a gente construiu junto e se seu cabelo já tá com um comprimento bom na parte que a gente raspava. 
Queria saber se você lembrou de mim hoje ou se tá tão bem que me esquece o tempo todo. 


Eu? Eu já consigo me esquecer de lembrar e isso é bom mas nem tanto. 
Mas 

Bloco de notas 12 de junho de 2018