sábado, 7 de julho de 2018

Olha só, olha só, é melhor me abraçar do que dar tiros.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

o caminho de volta pra si é mais dolorido que o ir.

sábado, 30 de junho de 2018

Duas Anas

Você comentou das minhas sardas dos ombros e me perguntou como eu seria ruiva, eu beijei sua barriga onde eu descansava meu gozo e a gente riu desses encontros doidos da vida.
Que coisa bonita a ANAtomia né?

domingo, 24 de junho de 2018

onde eu moro?

Apesar do passado de encontros, de rodoviárias que as namoradas me esperaram, eu ainda tenho um futuro irrestrito, um caminho longo na rua de trás ou em outra galáxia, tipo aqueles exercícios de completar linhas pontilhadas.
Tem sempre aquela hora que eu penso se vou me jogar no guichê da rodoviária ou fechar a janela de conversa. O Renan comentou que eu nunca falo dos barcos quando falo do mar, mas é que eu não tenho casa, eu tenho movimento, vou onde as meninas levam minha maré, até elas me arrebentarem.
É no peito que o mar arrebenta em mim (tipo a tatuagem da Bianca).
E nesse caminho pontilhado, reticente, eu sei que posso me ouvir e não quero esquecer isso. Que eu posso dividir meu rebento com as pessoas que também se arrebentaram.
E fica todo mundo fazendo carinho no meu machucado enquanto eu falo de um remédio que também pode ajudar o outro.
Dividir amor e todas as suas dores, dividir água, café e travesseiro. Melhor, sorrir em meio a tempestade, dividir sorriso em dias nublados.
Ouvir e comentar ou só ouvir. Ouvir de dentro pra fora.
Porque abandono dói, mas é bonito em sua totalidade, só não se deixa abandonar,  quando todo mundo se despede quem fica sou eu, meu nome sem apelido.
E se eu me esqueço de mim, esqueço do amor pra completar meu mapa pontilhado.
Meu mapa astrológico onde eu justifico com a vênus em touro o porquê de demorar tanto pra parar de doer.

as minhas lágrimas chegaram depois do telefonema, e eu adoro telefonemas, vieram depois da minha voz trêmula e a sua de doentinha, lembra que ano passado você também adoeceu nessa época?
promete que se protege do frio?
(do clima e da vida)
é que a gente é muito mais quente do que nossa imunidade.

se foi mentira, eu gostei de ser engaNADA

Bruna

Eu nem sei se você ainda vem aqui, e em 10 anos desse blog acho que os melhores e maior quantidade de textos que eu fiz foi pensando em você, talvez não os melhores pra mim mas para quem comenta sobre, todo o processo que eu vivi com você e até o processo que eu vivi para te superar me fez crescer muito e que bom que eu pude viver tudo isso, sentir tudo isso e passar por tudo isso da forma mais sincera possível, foram anos juntos e anos aqui mesmo sem estar junto.
Hoje não sinto o que eu sentia, nada em mim é visceral quando penso em você, mas quando te contatei não consegui dizer o que eu queria, por isso escrevo esse texto falado.
Você foi meu primeiro amor,  e amor não é só coisa boa, acho que você deve saber que estou passando pela mesma coisa, mas que dessa vez já tenho você na bagagem, como batalha vencida pra viver isso de forma mais clara.
Engraçado como você não machuca mais, como eu mal me lembro das coisas. Só que uma coisa permanece, a certeza de que eu te amei muito e foi bonito amar. Com você eu aprendi o que eu não queria pra mim, aprendi tão bem que não deixei acontecer de novo.
Foi com você que eu aprendi a falar dos meus sentimentos, a expor o que eu sinto, a dizer "te amo" em um dia quente de Santos (quase redundante) no seu quarto enquanto a gente exalava amor. Com você eu aprendi contar para as pessoas quando alguma coisa doía, aprendi a confortar alguém, a dar colo, carinho, a gostar muito de cachorro e a amar o outro como algo precioso que passa pela nossa vida.
Aprendi que as coisas acontecem para que a gente possa viver coisas melhores depois e isso me faz continuar nesse momento, porque se você não tivesse terminado, eu nunca teria vivido o que eu vivi depois e que eu tenho certeza que foi melhor para nós duas.
Aprendi sobre a minha fidelidade, sobre ser sincera com alguém mesmo que nos faça mal, e o melhor e mais precioso da nossa história: eu aprendi a deixar ir até parar de doer e só assim se doar de novo.
O que eu só percebi agora que passo por isso de novo é que eu aprendi a te perdoar por ter ido, que eu te agradeço de todo coração por isso, que me fez um bem danado como pessoa, como ser que quer evoluir nesse mundo.
E agora pra ser fofo como muita coisa que tem aqui nesse blog pra você, eu ainda me lembro da sua voz,  do seu jeito de falar o "r" e da sua boca bonita que eu não lembro mais do beijo.
Mas eu não sinto mais nada e isso me dá tanta esperança no mundo.

Em tempo, eu acho brega texto com nome direto no título, mas estou inspirada no livro da Maria Ribeiro.